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Nós pesquisamos para devolver a saúde e o bem-estar

A PUCRS utiliza a medicina regenerativa, como terapia com células-tronco, para possibilitar a recuperação de nervos, de forma que vítimas de acidentes possam retomar o movimento e a sensibilidade das mãos.

Foi quando voltou a Porto Alegre que o Dr. Jefferson Braga Silva se viu em uma das situações que mais mudariam sua vida. Ele havia recém concluído, na França, a especialização em Cirurgia da Mão e Microcirurgia. Atendendo pacientes carentes, em um hospital de poucos recursos na Capital, realizava uma cirurgia para reconstituir o nervo do antebraço do paciente, lesionado em um acidente. A cirurgia possibilitaria que o paciente retomasse os movimentos da mão. Tudo ia bem, não fosse um "detalhe".

"Está faltando um pedaço do nervo, 6cm", disse Dr. Jefferson à enfermeira, ao que ela replicou: "porque o senhor não coloca um tubo para que cresça dentro dele?". Dr. Jefferson conhecia a técnica, mas lhe faltava o tubo. Mais uma vez a sugestão: "coloque um de silicone e, depois que houver a regeneração, o senhor retira". Não havia opção melhor: o tubo teria de funcionar.

O pedaço que faltava formava um imenso vão entre as duas extremidades do nervo, que deveriam estar unidas. Não podiam ser puxadas, nem esticadas, nem nada. O tubo, se funcionasse como se esperava, permitiria que o nervo pudesse crescer dentro dele, desaparecendo esse enorme vão entre as duas extremidades.

Funcionou. Com a ideia da tubulização passaram-se 20 anos, e o paciente, claro, retomou os movimentos da mão. Infelizmente esse tipo de lesão é frequente em vítimas de acidentes de trabalho, domésticos e que vão ocasionar uma perda de substância dos nervos periféricos, principalmente no antebraço e na mão, se não houver um adequado atendimento na urgência. Mesmo quando ocorre ruptura do nervo, se for tratado logo após a lesão, não se formará vão. Bastará, portanto, religar as extremidades do nervo. Com o passar do tempo, se não tratado, as extremidades se afastam, e tornam-se necessárias técnicas que induzam a reconstrução do nervo, como o enxerto da própria pessoa ou a tubulização.

Com o sucesso da cirurgia, Jefferson Braga Silva foi além. Ingressou no Mestrado em Medicina na PUCRS, Doutorado e finalmente a Livre-Docência em Cirurgia da Mão. Intensificou seus estudos no uso do tubo de silicone e passou a utilizar células mononucleares.

A terapia com células mononucleares (ou células-tronco) mostrou-se satisfatório em casos muito graves, na reparação das perdas de substância dos nervos periféricos. O dispositivo e o processo utilizados pelo Centro de Terapia Celular e o Laboratório de Pesquisa Cirúrgica foram patenteados pela PUCRS no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual.

Inicialmente, as células mononucleares são extraídas da medula óssea do próprio paciente, especificamente da crista ilíaca (o osso lateral da bacia). A medula óssea é então levada ao Centro de Terapia Celular da PUCRS, onde as células mononucleares são purificadas e suspensas em solução fisiológica. Depois dessas etapas, as células estão prontas para serem reimplantadas no paciente, no local da lesão, e volta à cena o tubo de silicone. Ele servirá de barreira física para as células-tronco, que, ao se desenvolverem, regenerarão o nervo. A ciência e a pesquisa sempre evoluem, e, hoje, sua linha de pesquisa mais importante é a Medicina Regenerativa com fatores de crescimento do próprio paciente. Os resultados são empolgantes.

O Laboratório de Pesquisa Cirúrgica da PUCRS aprofunda os seus conhecimentos em questões que afligem os pacientes. No Ambulatório do SUS, realiza pesquisa dirigida aos problemas encontrados. Cada caso complexo é levado ao Laboratório, onde cientistas altamente qualificados estudam a melhor solução empregando as técnicas mais modernas.

Esperamos que você nunca precise dos nossos serviços. Se precisar, a qualquer momento, você pode encontrar e contar com a Pesquisa da PUCRS na sua vida.

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