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Terça, 22 de Maio de 2012
Idioma: Português / English
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Instituto do Cérebro

    Institutos

     

    Histórico/Apresentação

    A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) tem desenvolvido, ao longo dos últimos 30 anos, um grande interesse nas Ciências da Saúde. Através da Faculdade de Medicina, do Hospital Universitário (Hospital São Lucas), e de um bem sucedido Curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, a PUCRS foi progressivamente se firmando como um importante Centro assistencial no sul do país. A Universidade passa, então, a ser uma das principais instituições de ensino da América Latina, e dentre seus objetivos futuros, mantinha-se evidente o objetivo de vir a se tornar um Centro de referência nacional e internacional, baseado na relevância de suas pesquisas, inovação e interação com a comunidade.

    Neste contexto, a Universidade criou o Instituto de Pesquisas Biomédicas (IPB) no final da década de 90, inaugurando uma era na qual a ciência básica tornou-se imprescindível na resolução de importantes dilemas clínicos, em um modelo de “pesquisa translacional”. Diversas áreas da Medicina se desenvolveram a partir do Instituto, particularmente a Neurociência Clínica. O passo seguinte foi a criação no IPB, dos laboratórios de Neurociências, Sinalização Celular, e Terapia Celular, bem como do Centro de Memória, voltado para a pesquisa clínica e fundamental. Todos protagonizaram progressos na área e publicações relevantes, atestando para o padrão de pesquisa produzido pelo Instituto.

    A partir destes avanços, e em concordância com os objetivos da Universidade, a idéia de criar um Instituto dedicado ao estudo das enfermidades neurológicas veio à tona. Assim, como um "spin off" do IPB, foi criado o Instituto do Cérebro (InsCer), na PUCRS. O principal motivo que levou à sua criação tem sido a percepção da necessidade de aproximar a pesquisa - clínica e básica - da assistência ao paciente, a chamada “Pesquisa Translacional”. Esta aproximação é vista como fundamental para o desenvolvimento do conhecimento sobre as doenças neurológicas e comportamentais, e para a concepção de novas terapias. Além disto, tem o potencial de refinar os padrões assistenciais atualmente prestados aos pacientes neurológicos.

    O Centro contará com equipamentos de diagnóstico de última geração, e investirá na pesquisa e tratamento de doenças neurológicas, neuro-oncológicas, neurovasculares e neurodegenerativas – como Epilepsia, Alzheimer e Parkinson, entre outras. É uma proposta inovadora, porque não existe na América Latina um Centro - na área neurológica - em que o paciente tenha atendimento, pesquisa, e tecnologia de diagnóstico, reunidos num só local.

     

    Missão

    Estabelecer um elo entre a pesquisa laboratorial, e sua aplicação na assistência aos pacientes, através do desenvolvimento e emprego de tecnologias inovadoras objetivando o diagnóstico e a terapêutica das doenças neurológicas.

    Promover ensino mais qualificado, uma maior compreensão das enfermidades neurológicas e, em última análise, uma assistência mais eficiente aos pacientes

     

    Equipamentos e Laboratórios

    Centro de Produção de Radiofármacos
    Unidade de produção de radioisótopos de meia vida muito curta (de 8 minutos a 100 minutos), incluindo o Cíclotron (acelerador de partículas) - único em uma universidade privada no Brasil - e Laboratórios de Radiofarmácia associados.

    Centro de Imagem Molecular
    PET-CT - Equipamento que utiliza marcadores (radioisótopos) de meia vida muito curta, muito importante para avaliar a função e o metabolismo do cérebro, bem como de grande utilidade no diagnóstico muito precoce do câncer.
    SPECT - Equipamento para avaliar o fluxo de sangue no cérebro, de última geração.
    RM - Ressonância magnética de última geração, de 3 Tesla.

    Centro de Pesquisa Pré-Clínica
    Centro microPET, onde será efetuada pesquisa biomédica em ratos e camundongos, sobretudo para o rastreamento de novas alternativas terapêuticas para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

     

    Importância da unidade Cíclotron e radiofarmácia, e da imagem molecular (PET/CT)/Desafios

    A evolução de conceitos levou-nos a avanços que permitiram conhecimento da dinâmica celular, e as abordagens diagnósticas e terapêuticas refletem claramente esta tendência. Não é sem razão que comemoramos a era das células tronco, com investimentos tão bem sucedidos na nossa Instituição.

    Por outro lado, embora a biotecnologia tenha avançado muito e tenhamos evoluído em conceitos moleculares, a aplicação clínica e os estudos in vivo em seres humanos não apresentaram o mesmo ritmo de desenvolvimento. O Cíclotron pode significar uma mudança de paradigma: a inserção da PUCRS na era da pesquisa molecular, com todos os benefícios advindos da crescente nanotecnologia.
    O InsCer, aliás, disponibilizará os radioisótopos produzidos pelo Ciclotron, necessários para o desenvolvimento de pesquisas inéditas nas áreas da Neurologia, Biologia/Radiobiologia, Farmácia, Química, Física e Engenharia, entre outras.

    Mas esta mudança de paradigma “biológico” é só uma parte, e talvez a menor, se considerarmos o potencial de mudança do paradigma “Institucional”.  Este Instrumento possibilitará unir áreas do conhecimento tão diversas quanto a Informática, a Engenharia, a Farmácia, a Física, a Química, a Biologia e as Ciências da Saúde. Certamente será uma das pouquíssimas universidades do País com potencial de desenvolvimento da Física Nuclear contando com um laboratório adequado para esta pretensão; o mesmo é válido para a Radiofarmácia, a química de novas moléculas, o desenvolvimento de softwares aplicados ao modelamento molecular, a Engenharia Biomédica, a Nanotecnologia, a Medicina e a Biologia Molecular, para não citar outras especialidades.

    Além do mais, o InsCer poderá propiciar o acesso da população do Sul do País a uma tecnologia revolucionária no campo da investigação clínica por imagem molecular, o PET/CT, atualmente considerada como a metodologia de melhor sensibilidade, precisão e especificidade na investigação de doenças oncológicas e neurológicas.
    Efetivamente, estes desafios representam uma proposta inovadora, que contempla em seu desenho o envolvimento e compromisso multidisciplinar e interinstitucional, que permitirá a pesquisadores de diferentes áreas e domínios se reunirem em torno de um objetivo comum: estudar e aplicar tecnologia de fronteira para o desenvolvimento dos estudos moleculares e ampliação da base educacional, tanto na graduação quanto na pós-graduação.

    Acreditamos que o investimento neste paradigma, deixando de simplesmente atender uma aplicação médica, mas considerando uma ampla e comprometida interação interdisciplinar e interinstitucional, com fortes reflexos na educação, alçará o nosso país a um patamar tecnológico mais elevado e inovador.